Com a mesma pontualidade vista regularmente nas sessões ordinárias do Legislativo de Tramandaí, nesta segunda-feira (4), a reunião iniciou às 19h30 com a presença de alguns representantes do funcionalismo público. Desde a semana passada que o assunto reposição salarial dos servidores vem sendo colocado em pauta. Poucos projetos foram expostos na ordem do dia, mais dois de total relevância pela importância da matéria. Primeiro a aprovação do projeto de Lei que do Executivo que determina o índice de reposição salarial, chegando ao projeto que defini os cargos beneficiados pela insalubridade e periculosidade.
Quanto a reposição salarial, quase todos os vereadores discutiram sobre o projeto e as manifestações dos servidores públicos para um aumento salarial mais justo. O projeto que estipula um índice de 3,5% de reposição salarial acabou sendo aprovado pelos vereadores por sete votos favoráveis e dois contra dos vereadores Tione e Hélio.
O vereador José Sebastião Tione (independente) voltou a expor os índices fornecidos pelas administrações passadas, salientando terem sido muito maiores que os atuais. Tione disse ter aumentado em cinco vezes os valores de arrecadação do município em relação há anos anteriores, mas os salários, nesses 10 anos nunca sofreram bons reajustes. Eugênio Porto (independente) também comentou sobre o assunto levando uma polêmica que foi seguida pelos demais edis. Porto disse que a classe de servidores públicos, a qual faz parte, é omissa. Disse ter faltado união entre os funcionários públicos e sindicato dos professores para que as reivindicações de melhorias na reposição salarial fossem devidamente alcançadas. Outros vereadores como, João da Praia e Irai de Lima, ambos do PMDB, reforçaram a opinião do vereador Porto, pelo fato de que apenas 28 dos 1000 servidores compareceram a reunião com o prefeito Edegar Rapaki para o acerto do índice ideal de aumento.
O vereador Hélio de Camillis, também do PMDB, sugeriu a diminuição de CCs e a eliminação de Secretarias pouco significativas para que o inchaço de funcionários no Executivo diminua, possibilitando melhores salários aos que permanecem.
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