Sexta, 08 Agosto 2014 19:37

Pais falam sobre o amor e responsabilidade que nascem junto com o filho

Atualmente, homens participam ainda mais da educação das crianças e citam valores importantes que procuram passar  

Ser pai é uma tarefa difícil e especial, algo que não é ensinado na escola, mas que todos os homens que desejam educar outro ser humano precisam aprender. Atualmente, os pais estão cada vez mais presentes na criação dos filhos, o que torna sua missão ainda mais complicada e ao mesmo tempo gratificante.
O conceito de família foi se transformando ao longo do tempo, entre o final do século XVIII e início do século XX, os casamentos passaram a não levar mais em consideração apenas a propriedade privada, ou seja, as questões financeiras e a vontade dos pais e sim, o desejo dos indivíduos. Nesse período, a figura materna era a responsável pela criação dos filhos e as tarefas domésticas, e aos homens cabia o sustento da família. Hoje a realidade é outra, com a emancipação das mulheres e a entrada no mercado de trabalho, cabe aos pais participar também ativamente da educação das crianças.
“Eles são meus filhos, quero ensina-los a serem honestos e que não precisam passar por cima de ninguém para conseguir as coisas. Também quero levá-los para a escola, para pracinha, em fim participar da vida deles como um todo”
É o caso de Willan Coelho, 24 anos, ele é pai de gêmeos. Os meninos Pedro Henrique e Luíz Otávio nasceram no dia 31 de julho deste ano, e ainda não puderam ir para casa. Ambos estão internados no Hospital de Tramandaí para ganharem peso, pois nasceram com 1,900kg e 1,500kg e 40cm cada um. Coelho está muito feliz com o nascimento dos filhos, ele conta que já namorava há 4 anos com a companheira Brenda Marques, e eles estavam morando juntos há 1 ano quando veio à notícia da gravidez. Nada foi planejado, porém, após o susto inicial o casal foi ‘só alegrias’ e o novo papai já tem planos para a criação dos filhos “Nós dois trabalhamos, eu curso administração, ela fazia direito, trancou recentemente, mas vai voltar daqui a 2 anos. Já compramos todo o enxoval dos bebês e sabemos que controlando os gatos com passeios, viagens e festas, conseguiremos nos equilibrar financeiramente mesmo com a chegada dos meninos”, afirma Coelho, que ainda completa. “Quero controlar bastante o uso do vídeo game e computador. Vamos comprar um terreno agora e um bom espaço ficará livre para que eles tenham espaço para jogar bola, brincar”.
O pai também está ansioso para participar de atividades simples como dar banho, trocar fraldas, dar mamadeira. “Eles são meus filhos, quero ensina-los a serem honestos e que não precisam passar por cima de ninguém para conseguir as coisas. Também quero levá-los para a escola, para pracinha, em fim participar da vida deles como um todo”.
“Não tenho muito estudo, mas acho que o principal da educação é o bom exemplo. Meus filhos me veem ser honesto, trabalhar e ir atrás das coisas, essa é a maior lição que posso deixar para eles”.
José Flávio Rech, 55 anos, precisou se adaptar a nova realidade do século 21, ele tem dois filhos de casamentos anteriores, uma moça com 34 anos e um rapaz com 17, ele não participou de forma ativa da criação destes. Contudo, aos 43 anos, em novo relacionamento acabou sendo pai novamente da menina Deniffer, e aos 49, nova surpresa, chegou o Flávio Henrique. Com os dois últimos filhos o relacionamento foi diferente, Rech trocava as fraldas, fazia mamadeira, e se envolvia em todas as atividades das crianças. Há quatro anos, o casal de separou e Rech ficou com o menino, que hoje tem 6 anos, a menina, divide a rotina entre a casa da mãe e a casa do pai. Desempregado, hoje, José Flávio vive de bicos, e sempre leva o filho mais novo para trabalhar com ele. “De manhã acordamos cedo, preparo o leite com chocolate para ele e separo a maçã, depois levo para escola, busco. A tarde eu saiu para fazer algum trabalho, ele vai comigo, e sempre leva um brinquedo para se distrair. A noite, faço a janta e assim vamos levando”.
Para Rech a educação é o maior bem que pode deixar aos filhos, por isso, ele fez um trato com Flávio Henrique, a cada bom comportamento do menino ele recebe uma estrela dourada, e para cada desobediência uma estrela prateada. Assim, no final do ano, o número de estrelas douradas é que definirão qual vai ser o presente de Natal do filho. “Não tenho muito estudo, mas acho que o principal da educação é o bom exemplo. Meus filhos me veem ser honesto, trabalhar e ir atrás das coisas, essa é a maior lição que posso deixar para eles”.

 

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