Sexta, 29 Agosto 2014 17:41

Guerreiras da vida real combatem sujeira das ruas todos os dias

No dia da Limpeza Urbana conheça a vida de mulheres que trabalham limpando as ruas do município, e quando chegam em casa o trabalho é ainda maior

 

Muitas pessoas não percebem, mas dezenas de trabalhadores e trabalhadoras atuam de forma incansável para que a sujeira não tome conta das ruas do município, as mulheres que trabalham na limpeza urbana possuem uma vida ainda mais difícil do que a maioria dos homens, pois, quando chegam em casa cansadas, ainda precisam lidar com os afazeres domésticos, ‘encarando’ todos os dias a chamada dupla jornada. O dia 27 de agosto é dedicado a essas pessoas que trabalham para manter o ambiente de todos mais limpo.

“Acho que todos poderiam prestar mais atenção nas suas atitudes, ajudar o próximo, colocar o lixo no lugar certo”

Acordar as 6h40 todos os dias, preparar o café para o marido e os quatro filhos, arrumar as crianças para ir à escola, tomar banho e sair correndo para o trabalho, passar a manhã e a tarde catando papéis, plásticos, tocos de cigarro, e todas as coisas que as pessoas jogam no chão. Após uma hora de almoço a manhã se foi, mas o serviço continua até as 18h em dias normais, quando há eventos na cidade o dia começa ainda mais cedo e acaba mais tarde. Chegando em casa, a hora é de um bom banho relaxante e descanso, certo? Errado, ai começa a segunda jornada de trabalho, dessa vez no lar. Lavar a roupa, preparar o jantar do marido e das crianças, ‘ajeitar’ a casa, a hora corre no relógio e é impossível ir descansar antes da meia noite. Essa é a rotina da moradora de Tramandaí, que trabalha na Limpeza Urbana do Município desde 2008 Cláudia Gomes de Oliveira, ela é casada, mãe de quatro filhos. O marido trabalha em um mercado e não costuma ajudar nas tarefas domésticas. Os filhos se envolvem nas tarefas escolares, na internet, e acabam também não auxiliando muito.

“O nosso trabalho deveria ser mais valorizado, se não fosse a gente a cidade ficaria um caos”

Cláudia conta que os finais de semana “passam correndo”, e ela nunca vai a nenhum passeio diferente, ou confraternização de amigos, pois está muito cansada e ainda precisa ‘por as tarefas da casa em dia’. “Sempre tem comida para fazer, louça e roupa para lavar, e ainda tem a manutenção do pátio. Moramos em casa ai eu tenho que arrumar, limpar, quando penso em sair já estou acabada”, relata.

Cláudia conta que o que torna sua vida ainda mais difícil é a falta de educação de muitos cidadãos, que jogam todo o tipo de material no meio da rua. “Eu to limpando e as pessoas estão na minha frente jogando o lixo no chão, ai desanima. Acho que todos podiam prestar mais atenção nas suas atitudes, ajudar o próximo, colocar o lixo no lugar certo”, afirma Cláudia, que ainda completa. “O nosso trabalho deveria ser mais valorizado, se não fosse a gente a cidade ficaria um caos”.

“Hoje, quando eu chego em casa minha filha já deixa tudo pronto eu só ajudo com as crianças, mas por muitos anos, eu também trabalhava e cuidava da casa. É muito difícil, mas com fé a gente consegue”

A mãe de Cláudia, Maria Beatriz Gomes, 57 anos, trabalha na Limpeza Urbana há 30, mãe de 6 filhos, além de trabalhar durante o dia tornando a cidade mais limpa, ela ainda auxilia uma das filhas cuidando dos netos. “Hoje, quando eu chego em casa minha filha já deixa tudo pronto eu só ajudo com as crianças, mas por muitos anos, eu também trabalhava e cuidava da casa. É muito difícil, mas com fé a gente consegue”.

 

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