Sexta, 12 Setembro 2014 14:40

Unidade São Francisco I passa oito meses sem ter agendamento para dentista

 

Primeiro os atendimentos não estavam sendo realizados em função de danos na cadeira do profissional e depois por causa da reforma na Unidade

 

A Unidade de Saúde Estratégia da Família São Francisco I desde fevereiro estava sem contar com agendamento para marcação de dentista, o serviço deve ser regularizado na quinta-feira (11), porém, a demora revoltou parte da população.

O morador João da Silva que há 20 anos mora em Tramandaí, conta que desde fevereiro tenta agendar um horário com o destina e ainda não conseguiu. “É uma vergonha o que fazem com o dinheiro dos nossos impostos”, reclama.

O morador diz ainda que todas as vezes que tentava marcar consulta com o dentista era informado que o profissional não poderia atender, pois a cadeira, essencial para o atendimento estava quebrada, e a nova ainda não havia sido instalada. “Está lá na Porta da Unidade a placa dizendo que o dentista não atende em função da cadeira quebrada”, afirma o morador, que ainda completa. “Sabemos que a Unidade está sendo reformada, mas não entendo por que não iniciaram as obras pela sala do dentista para que a comunidade pudesse ser atendida mais depressa?”, questiona.

Silva ainda relata que durante os primeiros meses, quando iniciou a reforma, o dentista ficava sempre parado na Unidade de Saúde São Francisco I, às vezes, até mesmo atendendo na recepção. “Eu gosto muito do dentista, a culpa não é deste rapaz, e sim de quem está administrando a cidade, pois não sabem organizar as coisas da forma que fique melhor para a comunidade. Me sinto humilhado com essa situação, pois nem todos podem esperar 8 meses por um serviço essencial como o prestado pelo dentista”.

De acordo com a responsável pela Unidade de Saúde, a enfermeira Mengi Vidal, o que aconteceu foi que em fevereiro a cadeira utilizada pelo dentista estragou, e foi entregue uma nova em março, no entanto, neste período havia começado a reforma no local sendo impossível substituir a cadeira enquanto a Unidade estava em obras. “Não tínhamos como instalar a cadeira e realizar os atendimentos sem que a reforma estivesse concluída, pois era perigoso inclusive danificar o material”, afirma Mengi, que ainda completa. “Fizemos muito esforço para atender a demanda, podíamos ter optado por fechar as portas durante as obras, mas a equipe optou por continuar atendendo com o clínico geral, só não tivemos como manter os agendamentos com o dentista”.

Durante o período da reforma, segundo Mengi, o dentista atendeu nas escolas Mundo Encantado, Estrela do Mar e São Francisco I, além de fazer visitas domiciliares. A responsável ainda diz que a reforma foi importante, pois era muito difícil trabalhar com o estado estrutural em que se encontrava a Unidade de Saúde. “Quando chovia principalmente era complicado, pois entrava água nas salas”.

Contudo, Mengi garante que casos emergentes para o dentista puderam receber o primeiro atendimento na Unidade e foram encaminhados para outros Postos de Saúde. “Nós só não realizamos o agendamento de consultas, mas se a pessoa chegava aqui com muita dor era feito o primeiro atendimento, e encaminhamento”. 

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