Sexta, 26 Setembro 2014 13:14

Hospital Tramandaí falha no atendimento e mãe sofre queimaduras de 3º grau durante parto

 

O que deveria ser um momento de alegria se transformou em dor e indignação

 

Na última terça-feira (16), Aline Oliveira da Rosa, moradora do Parque dos Presidentes, em Tramandaí entrou na sala obstétrica do Hospital Tramandaí ansiosa pela chegada da segunda filha (hoje com pouco mais de uma semana de vida), mas, depois de um parto feito por cesárea, o que ficou foram queimaduras gravíssimas e muita dor. Segundo informações de Seloi Oliveira, mãe de Aline, o primeiro fato que causou surpresa à família foi a questão de o marido dela – Lucas Santos, ter sido impedido (num primeiro momento) de entrar na sala para assistir ao parto da filha do casal. “Achamos estranho, pois estava tudo certo para ele acompanhar a Aline durante o nascimento, mas na hora marcada para ele entrar, disseram que a bebê já tinha nascido.”, salientou.

Ainda de acordo com familiares, tudo aconteceu antes mesmo da criança ter sido retirada do ventre da mãe. “Na hora ela não sentiu nada, pois estava anestesiada, e segundo ela, graças a uma enfermeira que estava no bloco cirúrgico, os médicos foram alertados sobre o fogo que já tinha atingido a perna esquerda da Aline. Foi depois de conterem as chamas que minha sobrinha foi retirada do útero, o que causou sério risco para a saúde da bebê, pois ela já estava em trabalho de parto há mais de 3h, porque antes de optarem pela cesárea foi tentado o parto normal, o que não aconteceu por falta de dilatação suficiente”, destacou Tatiane Souza da Rosa, que é irmã de Aline.

Desde o dia deste fato lamentável ao qual os familiares denominam de ‘desumanidade’ e falta de profissionalismo, Aline tem tomado medicamentos fortíssimos para aliviar a dor, entre eles, morfina. “Ela já passou por uma ‘raspagem’ e nesta sexta-feira (26) deve passar por outra e depois, sem data marcada, terá que fazer um enxerto de pele. É muito triste ver todo este sofrimento dela, pois nesta hora é para estar feliz em casa e com sua família. E o pior, não há data prevista para que ela possa ir pra casa. É tudo muito revoltante”, desabafou Tatiane.

Segue nota enviada a nossa redação na tarde desta quarta-feira (24), através da assessoria de imprensa do Grupo Hospital Getulio Vargas, segundo ‘informações da direção do Hospital Tramandaí: NOTA DE ESCLARECIMENTO - Relativamente ao episódio que envolveu uma usuária do Hospital Tramandaí, a Direção da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, gestora deste Hospital, informa: - A mesma chegou ao Hospital, às 8h, do dia 16 de setembro de 2014, em trabalho de parto; - Foi imediatamente avaliada pela equipe médica que orientou à necessidade de realização de cesariana por razões clínicas; - Durante a realização do procedimento ocorreu uma descarga elétrica no eletrocautério, que atingiu os campos operatórios; - Após a substituição destes campos, o procedimento foi concluído com sucesso, exceto a ocorrência de lesão na pele da usuária, que está sendo devidamente tratada, sem outras intercorrências; - O bebê está junto da mãe e os dois passam bem; - O mau funcionamento do equipamento que ocasionou a descarga elétrica está sendo avaliado pela equipe técnica, tendo sido retirado de uso e garantida sua substituição; - A direção do Hospital Tramandaí lamenta o acontecido e esclarece que está revisando todos os equipamentos similares em uso na instituição, permanecendo à disposição da usuária para qualquer providência que, eventualmente, seja necessária. O estado de saúde da Aline é estável e ela continua internada, em tratamento, recebendo toda assistência necessária’.

“Sabemos que este não é o primeiro caso de negligência deste Hospital com pacientes e também, sabemos que não será o último, mas é preciso que alguma providência mais séria seja tomada para que estes absurdos sejam punidos com severidade. Os esclarecimentos do Hospital tratam da questão material, de equipamentos estragados e de procedimentos que vão reparar o dano causado no corpo, mas e os danos psicológicos? E o trauma vivido pela minha irmã? Me parece que a preocupação com o ser humano está em último lugar para quem administra este Hospital”, disse Tatiane.

Com fotos (2) – divulgação família

1 foto do ferimento com bolhas

Legenda: Ferimento atingiu a perna esquerda de Aline, da altura do quadril até a parte superior da coxa.

2 foto do ferimento infeccionado

Legenda: Queimaduras gravíssimas (foto atual) causaram infecção do local, que já passou por procedimento de raspagem e aguarda provável enxerto de pele.

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