Sexta, 24 Outubro 2014 16:53

Água parada preocupa moradores da rua Geraldo Santana

 

Problema persiste a pelo menos oito anos

 

A rua Geraldo Santana esquina com a rua 1° de Março, localizada no bairro São José, em Tramandaí há pelo menos 8 anos apresenta um problema que perturba os moradores do local. Em dias secos ou chuvosos, a rua sempre está com uma água fétida, correndo sem parar pelo meio fio.

A comunidade pode não ter certeza se o dia será de chuva ou de sol, mas uma coisa, eles já sabem a água parada estará em frente a suas casas. Além de ser desconfortável, essa situação ainda é preocupante, pois pode prejudicar a saúde dos moradores. A água parada já com sinais de apodrecimento possui um cheiro insuportável. Em meio a tantas Campanhas do Poder Público contra o mosquito da dengue nas casas, o próprio leito da rua há quase uma década vem sendo o local ideal para a proliferação do mosquito, e de outros insetos e animais causadores de doença.

O morador Darcy Carlos Bohrer mora no Litoral Norte há quase 15 anos, mas rua mudou-se para a rua Geraldo Santana há 8, ele conta que ‘de lá para cá’ muita coisa mudou, como por exemplo, o serviço de capina que tem sido realizado de forma mais constante. “Antes precisávamos ligar para pedir o serviço, hoje, ele é feito de pelo menos de 2 em 2 meses”, relata. No entanto, a solução para a água parada em frente a sua casa ainda não foi apresentada. “Sei que a Administração Municipal tem muitos problemas em todo o município e admito que os serviços prestados vem melhorando com a passar do tempo, mas, gostaria que fosse dada uma atenção maior para este problema da água parada, porque o cheiro aqui em casa realmente fica muito ruim, é um incômodo inclusive para sairmos para a rua”, argumenta.

A fonte da água parada provavelmente seja uma ligação de esgoto cloacal clandestino, pois o acúmulo acontece somente em uma quadra e só de um lado do meio fio. Além desse problema, quando chove ainda há alagamentos, os moradores acreditam que se trate de bocas de loto entupidas na extensão da rua.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente Milton Haack, as ligações clandestinas são um problema crônico em Tramandaí, havendo pelo menos 2 mil casos espalhados pela cidade. Para ilustrar a gravidade do problema, o secretário informa ainda que o Ministério Público proibiu, desde 2009, novas construções em bairros que não tenham rede de esgoto cloacal, como o bairro São José para evitar esse tipo de situação. Haack diz que a Administração Municipal está construindo três novas redes de esgoto cloacal, nos bairros, Recanto da Lagoa, Litoral e Centro-Lagoa, que custaram R$40 milhões, a verba veio do Governo Federal. No ano que vem a precisão é de que as obras iniciem na Zona Nova, com uma verba de R$10 milhões que deverá vir da FUNASA – Fundação Nacional da Saúde. O secretário estima que para canalizar todo o município será preciso cerca de R$150 milhões e este serviço deve ser feito nos próximos dez anos.

Sobre o caso específico da rua Geraldo Santana, o secretário garante que foi até o local juntamente com a equipe de fiscalização e verificou que não se trata de um caso de ligação clandestina de esgoto cloacal e sim, de outro problema, que também é de difícil solução - a rede pluvial. Para acabar com o incomodo das familias, Haack explica, que será necessário realizar um projeto de drenagem urbana para que as águas da chuva deixem de ficar empossadas próximas ao meio fim. O mau cheiro, segundo o secretário, provém do apodrecimento da água e não de dejetos. 

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