Corujas fazem ninho na avenida Nova Nordeste
Sexta, 21 Novembro 2014 16:43

Corujas fazem ninho na avenida Nova Nordeste

 

 

Local foi cercado pela comunidade e sinalizado pela Secretaria do Meio Ambiente

 

Um casal de corujas buraqueiras está fazendo um ninho na Praça da Av. Nova Nordeste, os animais estão no local há cerca de uma semana, moradores tentaram por placas para barrar a entrada de cães, mas o esforço ainda não foi suficiente. A Secretaria do Meio Ambiente tomou conhecimento do caso na quarta-feira (13). E na quarta-feira (19) a equipe providenciou a sinalização da área, pois o local já havia sido cercado pela comunidade para que os animais pudessem ter tranquilidade no período de acasalamento.

As corujas athene cunicularia, ou corujas buraqueiras, são nativas da região, elas vivem em campos, pastos, restingas, desertos e praias. Medem em média 23 centímetros e possuem visão binolucar, ou seja, enxergam objetos em três dimensões podendo identificar altura, largura e profundidade em seu campo de visão.

De acordo com o biólogo da Prefeitura Municipal de Imbé, Daniel Sant’Anna, as corujas são animais silvestres que gostam de fazer os ninhos em buracos que já estejam cavados. “É muito importante que as pessoas não se aproximem dos animais, pois podem ser atacados e não os alimentem, apenas avisem a Secretaria que iremos tomar as devidas providências”.

A bióloga Angelina dos Santos explica que as corujas praticamente não possuem predadores e a principal ameaça para estes animais é o próprio homem, “por isso é importante entrar em contato conosco para que possamos cercar a área e sinalizar”. Imbé já possui 6 ninhos de corujas, que estão isolados e sinalizados. Os biólogos informam ainda, que nesse momento, as corujas geralmente procuram locais adequados para terem seus futuros ovos, mas a reprodução realmente deve ocorrer somente em março ou abril. “Leva cerca de 30 dias para os ovos serem chocados e 45 dias para as corujinhas deixarem o ninho. Nesse período o macho providencia a alimentação da fêmea e dos filhotes”, diz Sant’nna.

Outra dica importante é que todos os animais sejam respeitados. Espécies como o quero-quero (símbolo da região) e o caranguejo catanhão (o último está em extinção) acabam sofrendo pela agressividade do homem. Milhares de quero-queros são atropelados todos os anos. A devastação do meio ambiente acaba colaborando com o fim do ‘catanhão’, espécie que não é comestível para os seres humanos, no entanto, ele é fundamental para a fauna e deve ser respeitado. Devido às agressões ao meio ambiente, o caranguejo catanhão tende a desaparecer do planeta.

Qualquer dúvida em relação aos animais da região pode ser retirada na Secretaria do Meio Ambiente, através do telefone (51) 3627.85557. 

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