Sexta, 28 Novembro 2014 16:08

Imbé diz não a violência contra a mulher

 

 

Na terça-feira (25) foi lançada programação dos 16 Dias de Ativismo pela Fim da violência Contra a Mulher

 

A Secretaria Municipal da Mulher e Direitos Humanos (SEMDHI), juntamente com o Centro de Referência da Mulher (CRM), realizou, na terça-feira (25) fórum de abertura do movimento dos “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher”. O evento aconteceu na Câmara de Vereadores. E contou com a presença de diversas autoridades municipais, entre elas a secretária da Mulher Nilza Godoy e a secretária de Educação Joselaine Cardoso, o Delegado Valeriano Garcia, a promotora de Justiça do Ministério Público, Susana Spode, o secretário de Desenvolvimento Social, Edison Quadros, secretário de Transporte, Régis Silveira, representando o secretário do Trabalho e Cidadania, Leni Kraey, e a presidente do Comdim de Tramandaí, Adriana Alberche.

Dia 25 de Novembro, o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher foi instituído, em 1991, por representantes dos movimentos feministas de diferentes países, teve início aas atividades que encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamado em 1948. Dentro dessa campanha de âmbito nacional e internacional, pois ocorre simultaneamente em 120 países, estará acontecendo a 2ª edição do projeto municipal “Viver Sem Violência é um Direito das Mulheres”, criado pela SEMDHI, que tem como objetivo chamar a atenção da comunidade em relação à violência doméstica que durante os 16 dias de ativismo estarão englobados às datas alusivas ao assunto.

A abertura das atividades, contou com palestras de pessoas envolvidas na luta contra a violência sobre a mulher, entre elas a advogada Daiana Esquici, ela lembrou que a Lei Maria da Penha abrange diversos segmentos não só agressão física, “as mulheres também podem fazer denúncias se sofrerem violência psicológica e financeira”, diz. Daiana acrescenta ainda que a dependência financeira não é a única ‘amarra’ das mulheres aos maridos violentos, pois muitas pessoas de classes média e alta sofrem violência caladas, devido a dependência emocional ao agressor.

A promotora de justiça Suzana Spode representando o Ministério Público, disse a violência doméstica tem crescido muito por parte dos filhos contra as mães, em função do crescendo aumento no consumo de drogas entre os jovens. Outra questão levantada pela doutora, é que muitas mulheres que denunciam o companheiro agressor, não tem para onde ir se deixam o lar violento. “Há mulheres que tem 4, 5 filhos, e não podem deixar as crianças nós precisamos nos preparar para atender também esses casos”.

A escrivã Débora Prestes, falou em nome do Delegado Valeria Garcia, e colocou a Delegacia a disposição das mulheres, para que denunciem os casos de violência doméstica.

Para encerrar a secretária Nilza Godoy falou sobre a importância de incluir o Município na Campanha Nacional contra a violência. “Embora essas violações sejam comuns ao cotidiano de milhares de mulheres, muitas vezes elas se tornam invisíveis ou são tratadas como algo relativo à esfera familiar. Para romper esse silêncio aderimos a essa campanha nacional e criamos esse projeto, com mobilizações para conscientizar e tentar coibir a violência doméstica no município”. 

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