Sexta, 28 Novembro 2014 17:11

Comunidade debate Plano Diretor em Audiência Pública

 

 

Diversos pontos tiveram divergência como a construção de prédios sem limites de andares no Município

 

Na terça-feira (25), no Auditório da Prefeitura de Tramandaí aconteceu a última Audiência Pública sobr e o Plano Diretor finalizando a Leitura Comunitária e  iniciando a Leitura Técnica. Ainda haverá uma conferência de apresentação do resultado final e após o documento ainda terá de ser aprovado na Câmara de Vereadores.

Na primeira parte da Audiência foi apresentado pelos representantes da empresa Safra contratada pela Prefeitura para organizar o Plano Diretor, um diagnóstico do município hoje, seriam dados mostrando como está a situação de Tramandaí, apontando as reivindicações da comunidade. Em um segundo momento foi iniciada a outra etapa da Audiência que foi o início da apresentação da questão técnica, cujos dados ainda estão sendo apurados.

No último momento houve as contribuições da comunidade, o deputado Estadual eleito este ano Gabriel Souza foi o primeiro a se manifestar, ele questionou alguns números apresentados pela empresa, como o dado oficial do IBGE o qual diz que Tramandaí teria pouco mais de 41 mil habitantes, o deputado acredita que a cidade hoje possui muito mais moradores. Souza também citou que Tramandaí precisa evoluir no planejamento urbano, trabalhando para acabar com os congestionamentos principalmente na Av. João de Magalhães, e colocando no Plano Diretor o projeto para a construção da nova Ponte que ligue os municípios de Tramandaí e Imbé.

O morador Jailo Borba também se manifestou ele disse que Tramandaí está crescendo muito, porém sem desenvolvimento, sem pensar na questão estrutural da cidade. “O município só cresce para cima. Daqui a pouco estaremos andando no meio do lodo, e sem conseguir tirar o carro da garagem, devido ao crescimento sem planejamento. Não há construções de novas redes de esgoto que sejam suficientes para a demanda, nem alternativas para desafogar o trânsito. O Plano Diretor precisa prever isso”.

O vereador Flávio Corso contribuiu lembrando que os corretores de imóvel se organizaram e apresentaram propostas para que sejam implantadas no Plano Diretor, que ainda está em fase de formação.

“O município só cresce para cima. Daqui a pouco estaremos andando no meio do lodo, e sem conseguir tirar o carro da garagem, devido ao crescimento sem planejamento”

O secretário de Meio Ambiente Milton Hack também fez referência a construção da nova ponte. “Ouço muito falar na ponte, mas até agora não se sabe nem onde ela vai ser construída, isso é uma coisa que o Plano Diretor poderia decidir, ouvindo a todos”.

Outra sugestão de Hack foi que os pontos fundamentais do Plano como a situação das vias públicas, mobilidade urbana e construção de novos prédios fossem apresentados de outra forma, como, por exemplo, por gráficos para que ficassem mais claros para comunidade. “Se a maioria não conseguir visualizar o que está sendo apresentado, vai ser definido apenas o que alguns setores da comunidade querem. Assim ninguém vai decidir nada, ou outros vão decidir por nós”.

“Se a maioria não conseguir visualizar o que está sendo apresentado, vai ser definido apenas o que alguns setores da comunidade querem. Assim ninguém vai decidir nada, ou outros vão decidir por nós”

O secretário citou ainda que é preciso rever a situação da Barra, que para ele é o lugar mais lindo do Rio Grande do Sul e não está sendo aproveitado de forma eficaz pelo município. Ele sugeriu também que fosse feito um calçadão saindo da ponte e indo ao centro de Eventos.

O professor Márcio Totta citou a verticalização do município, para ele o Plano está autorizando a construção de prédios em locais onde não devem mais ser construído em contrapartida, deixando de lado áreas da cidade que poderiam ser melhor aproveitadas nesse sentido.

“Espero que os legisladores pensem como legisladores, respeitem a opinião da comunidade e a legislação Federal”

O presidente da Associação de Moradores – Uantra, Altemir Alves de Oliveira, lembrou que a comunidade disse não a alguns pontos do Plano Diretor, como o artigo 43 que não leva em consideração a opinião do CONCIDADES  e o artigo 70 que permite que sejam construídos prédios sem limites de andares no Município. “Espero que os legisladores pensem como legisladores, respeitem a opinião da comunidade e a legislação Federal”, concluiu.

O vice-prefeito Clayton Ramos encerrou o evento agradecendo a participação de todos. 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Banner Lateral Claro

Banner Agafarma
Banneronplay
ENDEREÇO: TELEFONES: E-MAILS: Desenvolvido por
Rua Siqueira Campos, 432
Tramandaí - RS
51. 3684.3033
51. 3661.3505
 redacao@jornaldimensao.com.br