Sexta, 15 Maio 2015 12:11

Antigo Berçário Industrial é administrado por Associação

Espera para microempresário atuar em loja do Berçário pode chegar a 8 anos

 

O Berçário Industrial de Tramandaí foi criado em 1990 pelo Governo do Estado, três anos depois, o local passou a ser administrado pela Prefeitura e desde então, o espaço não recebeu nenhuma melhoria.

O projeto original previa que cada um dos 12 microempresários que receberam o benefício trabalhariam 3 anos e meio no Berçário e após o ponto seria repassado para outra pessoa, no entanto, o mesmo projeto dizia que a Administração Municipal deveria manter a estrutura do local. Como a Prefeitura nunca fez nenhuma melhoria no Berçário, os próprios empresários se organizaram, e já em 1991fundaram a Associação do Condomínio Industrial de Tramandaí, cercaram a área, garantindo segurança, providenciaram o aterro para evitar os alagamentos, arrumaram a iluminação, e atualmente cuidam da limpeza, manutenção da sala, e bancam as despesas do local.  

“A Prefeitura abandonou o Berçário, nós tivemos que arcar com todas as despesas para deixar o local digno para trabalhar, por isso, temos o direito de tomar as decisões”

Segundo o presidente da Associação, José Albanir Dorneles, hoje o Berçário é administrado pela Associação, portanto, cabe a eles decidir quando cada microempresário entregará a loja, e quando outra pessoa poderá atuar no espaço  “A Prefeitura abandonou o Berçário, nós tivemos que arcar com todas as despesas para deixar o local digno para trabalhar, por isso, temos o direito de tomar as decisões”, diz Dorneles.

“Eu esperei 6 anos para ter minha sala, outro amigo esperou 8. De acordo com a Associação, os microempresários podem ficar no espaço até se estabilizarem”

Já o secretário de Indústria e Comércio, João da Praia, garante que não tinha conhecimento da existência da Associação até este ano e para ele a situação é diferente. Segundo o secretário, o Berçário foi criado para que o microempresário se estabilizasse, e após os 3 anos e meio, utilizando o espaço cedido pela Prefeitura, sem pagar qualquer taxa referente a aluguel, o mesmo deveria abrir a loja em outro local, ou procurar outra profissão, cedendo lugar a outro microempresário. No entanto, o secretário admite que a situação é delicada, pois a Administração Municipal realmente não fez melhorias no Berçário. “Quando se trata de pessoas, temos que agir com muito cuidado, temos que procurar uma solução que busque o melhor para todos. Tanto para as pessoas que esperam há anos por um espaço para poderem trabalhar, quanto para aqueles que já trabalham há muito tempo no Berçário”, diz João da Praia.

O Presidente da Associação admite que a espera para alguém conseguir uma sala no Berçário pode chegar a 8 anos. “Eu esperei 6 anos para ter minha sala, outro amigo esperou 8. De acordo com a Associação, os microempresários podem ficar no espaço até se estabilizarem. As vezes o cara ta trabalhando direito, tem vários clientes, mas ainda não teria condições de sair daqui e alugar uma sala, por isso, não achamos justo pressionar para que saia, contanto que siga as regras da Associação”.

Dorneles acrescenta que hoje há duas salas fechadas no local que serão desocupadas até setembro e cedidas para as pessoas que já estão há anos na fila de espera. O Presidente ainda garante que todas as lojas são repassadas através de doações, sendo proibido qualquer tipo de comercialização de pontos.

“Do jeito que está não pode ficar, temos que buscar uma solução urgente para o Berçário Industrial”

Contudo, o secretário João da Praia irá marcar uma reunião com o presidente da Associação na próxima semana tentando modificar a forma com que o Berçário está sendo ‘conduzido’. “Do jeito que está não pode ficar, temos que buscar uma solução urgente para o Berçário Industrial. Acredito que através do diálogo conseguiremos avançar, se não der certo por este caminho, acionaremos o jurídico”, afirma o secretário.

Enquanto o impasse segue entre Administração Municipal e Associação, quem tem interesse em atuar no Berçário Industrial pode se cadastrar falando diretamente com Dorneles, pelo telefone (51) 9152.3760. 

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