Mãe denuncia agressão à criança em escola de Educação Infantil de Tramandaí
Sexta, 10 Julho 2015 14:10

Mãe denuncia agressão à criança em escola de Educação Infantil de Tramandaí

A Secretaria de Educação Cultura e o Conselho Tutelar estão investigando o caso

 

A mãe de uma menina de 3 anos que estuda em uma escola de Educação Infantil, de Tramandaí, denunciou uma atendente da Instituição por ter agredido a filha com tapas no pé e no órgão sexual. A agressão teria acontecido no mês passado, e desde então, a moradora retirou a criança da escola, e está encontrado dificuldades para conseguir trabalhar e ainda cuidar da filha.  

A moradora Joana Andresa Pedroso Segato conta que em março deste ano matriculou a filha na Escola, e com o passar do tempo, notou algumas mudanças no comportamento da menina que a fez suspeitar que algo fora do normal estava acontecendo. “A minha filha de repente começou a dizer palavrões e a bater nas bonecas mandando: ‘cala a boca e vá sentar’, ela não assiste televisão e nós nunca tratamos ela dessa forma. Acredito que a criança reproduz o que vive”, diz a mãe.

“A escola tem uma boa estrutura, há vários profissionais competentes e de confiança trabalhando lá. No entanto, não posso admitir que minha filha e outras crianças sejam maltratadas, ainda mais, dentro de uma instituição de ensino”

Em junho Joana levou a menina para escola e precisou voltar à sala de aula, a porta estava aberta e a professora de costas, segundo a mãe, estava agredindo um aluno. “Eu vi ela ‘socando o menino’ no chão e arrancando os tênis dele dos pés, dizendo ‘cala a boca’, o mesmo comportamento que minha filha tinha reproduzido”.

A moradora, dessa forma, foi até a Prefeitura e fez à Denúncia na Secretaria de Educação e Cultura. O tempo passou e cerca de 15 dias após esse episódio, a filha de Joana disse para mãe que havia apanhado na Escolinha, porque fez xixi nas calças. “Minha filhinha me disse, ‘mãe não consegui segurar o xixi e a ‘tia’ me colocou de castigo e bateu no meu pé e na minha ‘pepeca’”.

Devido aos fatos, a mãe afastou a menina da escola até que a história fosse esclarecida, Joana fez novamente uma denúncia na Secretaria de Educação e Cultura no dia 19 de junho, e foi além, fez um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia e comunicou ao Conselho Tutelar no mesmo dia, e no dia 25 de junho acionou o Ministério Público, e mesmo procurando todas as entidades possíveis a atendente segue trabalhando normalmente. “Eu e meu marido trabalhamos, estamos nos ‘virando em dez’ para conseguir cuidar de nossa filha durante o dia, quando é um direito nosso contar com a Escola de Educação Infantil. Quero que esse caso seja resolvido para que minha filha possa voltar para a Escola”, diz a mãe

Joana ainda elogia os demais funcionários do local, “a escola tem uma boa estrutura, há vários profissionais competentes e de confiança trabalhando lá. No entanto, não posso admitir que minha filha e outras crianças sejam maltratadas, ainda mais, dentro de uma instituição de ensino”, desabafa.

“A atendente nunca fica sozinha na sala com as crianças, há sempre mais dumas pessoas, uma professora e outra atendente e ninguém viu nada, e não tivemos qualquer outra reclamação de outros pais em dez anos, mesmo assim, estamos investigando o caso com muita seriedade, para que a situação seja esclarecida”

De acordo com a secretária de Educação e Cultura, Liane Freitas, a atendente trabalha há dez anos no Município e nunca houve nenhuma reclamação da profissional. Ela informa ainda que a mesma não foi afastada, pois o caso está sendo investigado e não há qualquer prova de que a menina tenha realmente sido agredida, no entanto, garante que a Administração Municipal irá fazer todo o possível para descobrir o que realmente aconteceu. “A atendente nunca fica sozinha na sala com as crianças, há sempre mais dumas pessoas, uma professora e outra atendente e ninguém viu nada, e não tivemos qualquer outra reclamação de outros pais em dez anos, mesmo assim, estamos investigando o caso com muita seriedade, para que a situação seja esclarecida”.

A secretária informa ainda que os pais tiraram a criança da escola sem o tempo hábil para que ela passasse por uma avaliação da psicóloga, o que ajudaria a resolver o caso.

Liane diz também que a atendente é contratada e seu contrato expira dia 30 de julho, após essa data, as profissionais concursadas irão assumir o cargo, e dessa forma, a atendente poderá ser recontratada, ou não, dependendo da necessidade do Município.

Já segundo informações do Conselho Tutelar uma conselheira foi até a Escola avaliar o caso e a envolvida negou todas as acusações, afirmando que mais três crianças haviam feito xixi naquela ocasião e apenas conversou com as três. Agora, o Conselho encaminhará a menina avaliação de uma psicóloga que ajudará a elucidar o caso. 

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