Segunda, 10 Agosto 2015 18:09

Parcelamento dos salários dos servidores Estaduais causa paralisações em todo Estado

 

 

Em Tramandaí as escolas Estaduais fizeram paralisação nessa segunda-feira, e a maioria está trabalhando em horário reduzido. Além disso, a Polícia Civil e BM atendem somente casos graves

 

Na última sexta-feira (31/7), os servidores Estaduais tiveram uma surpresa negativa ao tentarem sacar os salários, referentes ao mês já trabalhado, o que já se ‘murmurava’ nas paredes do Palácio Piratini aconteceu, e os trabalhadores tiveram o salário parcelado. A ação gerou reações em todo o Estado nessa segunda-feira (3), e em Tramandaí não foi diferente, todas escolas Estaduais do Município ficaram paralisadas. E a polícia Civil atendeu somente casos graves.

Em entrevista coletiva ainda na sexta-feira, o secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, confirmou o parcelamento dos salários dos servidores estaduais e detalhou o calendário de pagamento da folha do mês de julho, que será dividido em três parcelas. De acordo com Feltes, o pagamento de julho será dividido em três datas de agosto: nesta sexta, último dia útil do mês, os servidores públicos receberam R$ 2.150,00. Mais uma parcela, de R$ 1 mil, deve ser depositada no dia 13 de agosto. Aos funcionários que recebem salário superior a R$ 3.150,00, o restante será pago do dia 20 até 25 de agosto.

O secretário justificou o parcelamento dos salários citando a crise que envolve o Brasil e que atinge o Estado, proporcionando queda no orçamento, devido a baixa arrecadação de impostos como IPVA e ICMS, e ainda alertou que a situação pode piorar. "As dificuldades se avolumam e são crescentes pelos próximos meses e anos. E não temos condições de pagar os salários dos servidores em sua totalidade", afirmou Feltes.

Em resposta a ação do Governo, servidores Estaduais fizeram paralisações em todo o Estado nessa segunda-feira (3). Em Porto Alegre, o movimento foi mais forte com caminhada dos professores e protestos em frente ao Piratini. No Litoral Norte Gaúcho, houve paralisações em diversos Municípios, como Imbé, Tramandaí e Osório. Em Tramandaí, todas escolas Estaduais fizeram paralisação, até mesmo aquelas que tradicionalmente optam por não aderir a greve, como é o caso da Escola Estadual Almirante Tamandaré. De acordo com a diretora da escola, Noeli da Silva Nunes, todos professores compareceram até a instituição de ensino, mas optaram por não trabalharem na segunda-feira. “A Escola Almirante Tamandaré historicamente não adere a paralisações e greves, mas dessa vez, a falta de respeito foi demais, pois o nosso salário é certinho para pagar as contas e fazer as compras. Os credores não aceitam pagamento parcelado das contas”, disse.

A professora da mesma escola, Carmen Leichter, representando as demais servidoras da instituição disse, “todos nossos colegas de trabalho de forma unânime decidiram paralisar, em apoio ao movimento Estadual, pois as contas não esperam. Essa medida do governador foi uma falta de respeito com os trabalhadores, por isso, nossa segunda-feira foi de luto em luta”.

E as manifestações na cidade seguem por pelo menos essa semana, na maioria das escolas Estaduais do Município, que estão trabalhando com horário reduzido.

A redução dos salários interfere também nos servidores responsáveis pela segurança, o delegado Paulo Peres, representante da polícia Civil, informou que na segunda-feira somente foram atendidos casos graves como homicídio, latrocínio e estupro. O setor de investigação e o cartório permaneceram paralisados. “Diferente do que parece pensar o Governador do Estado, o policial também é ser humano, nós temos dívidas a pagar, precisamos comer, precisamos beber, como as demais pessoas”, disse.

Após a paralisação de segunda-feira, os delegados das Polícias Civis do RS decidiram em Assembléia Geral reabrir o setor de investigação para tratar de casos graves, de atentados contra a vida, no entanto, diversos serviços seguirão sem serem realizados até que os salários da categoria sejam pagos integralmente, tais como: todas as ocorrências que podem ser registradas na Delegacia Online não serão mais aceitas na Delegacia de Polícia, como perda de documento, furto simples e atentado contra a honra; Também não estão sendo remetidos Inquéritos Policiais, Termos Circunstanciados e Procedimentos para Adolescentes Infratores, exceto Autos de prisão e Apreensão em flagrante, entre outro serviços.

Já segundo o subcomandante da 3ª Companhia de Tramandaí, tenente Cristiano Pinheiro, a Brigada Militar não aderiu a paralisação de segunda-feira (3) e todos os serviços à comunidade estão sendo prestados normalmente.

 

BOX

Veja quais escolas Estaduais vão trabalhar com período reduzido essa semana

 

E. E. E. F.  Menino Manuel Luiz – Trabalha com período reduzido

Alunos do turno da manhã saem às 10h30, e  do turno da tarde, às 15h45

E. E. E. M. Nossa Senhora Aparecida – Trabalha com período reduzido

Alunos do turno da manhã saem às 10h,  do turno da tarde às 15h e do turno da noite às 21h15

E. E. E. F. Assis Brasil – Trabalha com período reduzido

Alunos do turno da manhã saem às 1030, do turno da tarde às 15h30, e do turno da noite às 21h30

E. E. E. F. Almirante Tamandaré – Professores ainda não definiram se irão trabalhar com períodos reduzidos.

Escola está funcionando em horário normal, na noite desta quarta-feira (5), profissionais vão decidir se aderem ou não a redução de horários

I E. E. F. Barão de Tramandaí – Trabalha com período reduzido

A partir de quinta-feira (6), alunos do turno da manhã saem as 10h, do turno da tarde saem as 15, e do turno da noite saem as 21h20, a redução de horários permanecerá até o dia 17/8

E. E. E. F. Suely Vacari Osório – Trabalha com períodos normais

Professores trabalharam com horário reduzido na manhã de terça-feira, voltaram ao horário normal na quarta-feira (5)

 

Com fotos Bruna

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