Sexta, 14 Agosto 2015 13:51

Professores e estudantes realizam manifestação no Centro de Tramandaí

 

 

A principal reivindicação da categoria é que não haja mais surpresas na hora de receber o salário,

 

Na manhã de sexta-feira (7), os professores das Escolas Estaduais de Tramandaí fizeram um protesto na Praça da Tainha, localizada na Av. Emancipação, com a presença de cerca de 80 pessoas entre profissionais e alunos. A principal reclamação dos trabalhadores foi o pagamento parcelado dos salários do último mês, realizado pelo Governo do Estado.

Além da presença de professores e estudantes das escolas Estaduais de Tramandaí, o ato contou também com a participação de profissionais da escola de Imbé 9 de Maio, da Escola Rural de Osório, e com o Movimento Grito dos Estudantes, formado por alunos e e-x alunos da Escola Estadual Costa e Silva de Porto Alegre. O representante  do 13º Núcleo do Cpers - , professor Marcio Motta, também participou da manifestação, de acordo com ele, a principal motivação para o ato é que os salários voltem a ser pagos de forma integral, no entanto, há outras reivindicações da categoria, entre elas: contrariedade a PL 206, Lei de responsabilidade fiscal, que impossibilita reajustes pelos próximos 10 anos, contrários a LDO Reajuste Zero, na qual nenhum reajuste pode ser feito até 2017, sendo que a inflamação já está em 10% e tende a subir, contrários a mudança da licença prêmio para formação que indiretamente mexe no plano de carreira dos professores, contrários ao pacote enviado para assembléia que revoga a obrigatoriedade do Peblicito para realização de privatizações no Estado.

Como alternativas para pagar os salários, Motta cita ajuizar a dívida do Estado, combater a sonegação fiscal que já está em 7 bilhões, fechar as portas para isenções fiscais, que somaram 14,5 bilhões, dinheiro que as grandes empresas teriam de pagar ao governo em forma de impostos. “O governador Sartori, ainda poderia ter pedido empréstimo ao Banrisul, pois assim que os servidores receberam os salários parcelados, representantes do Banrisul entraram em contato oferecendo empréstimo, ou seja, havia dinheiro, mas o governador preferiu dever aos servidores que ao banco”.

Motta diz ainda que no dia 18 uma assembléia reunindo não só a categoria dos professores, mas as 42 entidades afetadas com o parcelamento dos salários será realizada para decidir se haverá ou não uma greve geral.

“Eu paguei o básico, o restante tive que deixar para pagar depois com juros, estou muito angustiada, sinto o clima tenso nas salas de aula”

A professora Cláudia Pereira estava no ato e segundo ela em quase 20 anos de profissão nunca tinha visto tamanho desrespeito com os servidores públicos. “É hora de irmos a luta, pois a última categoria que os nossos governantes pensam é a do professor”, diz.

Ela afirma ainda que precisou atrasar os pagamentos das contas em função do parcelamento. “Eu paguei o básico, o restante tive que deixar para pagar depois com juros, estou muito angustiada, sinto o clima tenso nas salas de aula”.

A professora Carla Jacinto que também compareceu ao ato diz que as decisões do Governo do Estado estão afetando, inclusive, o desempenho dos trabalhadores. “As aulas estão atrasando, não estamos dando o conteúdo da melhor forma porque precisamos reduzir os períodos para tentar receber o que é nosso por direito. Essa incerteza principalmente em relação ao próximo mês me faz ter vergonha do Estado”.

“Eu me coloco no lugar dos professores sabe, trabalham o mês inteiro e depois não sabem quando vão receber, imagina se fosse comigo, ou com alguém da minha família, ficaríamos em dificuldades, por isso, estou aqui hoje para apoiar essa causa”

O estudante J. P, 17 anos, diz que se preocupa bastante com o atraso dos conteúdos principalmente porque vai fazer o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio, no entanto, acredita que a luta dos professores seja uma causa maior e por isso compareceu ao ato. “Eu me coloco no lugar dos professores sabe, trabalham o mês inteiro e depois não sabem quando vão receber, imagina se fosse comigo, ou com alguém da minha família, ficaríamos em dificuldades, por isso, estou aqui hoje para apoiar essa causa”.

Nessa terça-feira (11), o governador Ivo Sartori decidiu atrasar a dívida do Estado com a União e pagar o restante do salário dos trabalhadores até o mês de julho. Quanto ao salário de agosto ainda não há certeza se será pago integralmente.

As escolas Estaduais de Tramandaí seguem com o horário reduzido até o dia 18 de agosto, quando haverá uma paralisação geral nas escolas Estaduais e em Assembléia será decidido se os professores e os demais servidores Estaduais entrarão em greve ou não.

 

Com fotos Bruna

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