Sexta, 04 Setembro 2015 17:56

BM, Civil, Susepe e professores realizam ato em Tramandaí

Principal reivindicação dos trabalhadores é que o salário volte a ser pago de forma integral

A BM – Brigada Militar, a Polícia Civil, a Susepe – Superintendência dos Serviços Penitenciários e o Cpers – Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul, realizaram um ato nessa quarta-feira (2). As categorias desejam que os salários dos servidores volte a ser pago integralmente e que a PL 206, Lei de responsabilidade fiscal, que impossibilita reajuste nos próximos 10 anos seja revista.

“Temos policiais que precisam pagar aluguel, outros que devem para o banco, e acabaram ficando sem dinheiro porque os R$600 que receberam foi integralmente para pagar contas”

O protesto iniciou as 6h em frente a BM e seguiu até o final da tarde, o trânsito na Av. Emancipação em frente a Brigada Militar foi interrompido e a saída de viaturas para realizar patrulhamento foi impedida durante a manifestação. Com faixas como ‘Sartori não me representa’ e ‘Pior salário do Brasil agora é parcelado’, os servidores se colocaram em frente ao Posto da BM, buscando um diálogo com a comunidade.

“Temos policiais que precisam pagar aluguel, outros que devem para o banco, e acabaram ficando sem dinheiro porque os R$600 que receberam foi integralmente para pagar contas”

De acordo com o major, Gauto da Silva, na quarta-feira, só foram atendidas ocorrências graves de atentado contra a vida. O major diz ainda que outras manifestações como esta podem ocorrer dependendo das decisões que serão tomadas pelo comando Estadual da BM durante o decorrer do restante dessa semana. “Temos policiais que precisam pagar aluguel, outros que devem para o banco, e acabaram ficando sem dinheiro porque os R$600 que receberam foi integralmente para pagar contas”, explica Gauto.

O representante do Cpers, professor Márcio Motta, conta que as Escolas Estaduais de Tramandaí também aderiram à greve, por isso, as aulas foram interrompidas na segunda-feira (31/8) e serão retomadas na sexta-feira (4)/9). “Temos policiais que precisam pagar aluguel, outros que devem para o banco, e acabaram ficando sem dinheiro porque os R$600 que receberam foi integralmente para pagar contas” diz.

Já o representante da Susepe, Paulo Becker, fala sobre os serviços que estão sendo interrompidos devido à greve da categoria. “No primeiro momento diminui o número de visitas na Penitenciária, não estamos recebendo as sacolas com material de higiene e roupa para os apenados e o artesanato também não está sendo realizado”.

Becker diz que além do parcelamento dos salários, os trabalhadores estão indignados com a PL 206, assim como todas categorias de servidores do Estado.

O delegado Paulo Perez, representante da DP de Tramandaí, também falou sobre a greve, ele explica que nas delegacia só está sendo registrados casos graves e flagrantes. A orientação do comando da categoria, é que a greve da Polícia Civil siga até o pagamento integral dos salários, no entanto, até o final dessa semana a categoria deve se reunir novamente e a decisão pode ser alterada. O delegado diz ainda que a luta dos policiais civis não é apenas para o pagamento do salário, como também, por melhor condições de trabalho “Claro que o pagamento integral dos salários é importante, mas nós estamos reivindicando também por melhores condições de trabalho, precisamos que o nosso efetivo seja reposto, pois não temos policiais civis suficiente para trabalhar. Em contrapartida, a criminalidade vem aumentando cada vez mais e a polícia já não consegue fazer o seu trabalho como a sociedade gostaria em função da falta de efetivo”. 

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