Sexta, 11 Setembro 2015 18:10

Veterinárias falam sobre a arte de salvar vidas

No dia do veterinário, descubra como é a rotina desses profissionais que convivem com histórias de tristeza e alegria extremas diariamente

O Dia do Médico Veterinário é comemorado no Brasil em 9 de setembro, a data é celebrada desde 1933, quando a profissão foi oficializada no país. Trabalhadores da área aproveitaram a oportunidade para falar sobre os prós e contras da profissão.

Apesar de somente em 1933, o decreto de Lei nº 23.133 ter regularizado a medicina veterinária no Brasil, as faculdades já existiam desde 1910. Seja para cuidar de animais domésticos ou selvagens, os veterinários são profissionais que estão sempre prontos para agir.

É o caso das médicas veterinárias Daniela Girardi Gomes e Bárbara Weber, elas atuam em uma clínica em Imbé e já acumulam muitas histórias para contar. Daniela já trabalha na área há 15 e Bárbara há 3, anos que levou ambas a optarem pela profissão foi o amor pelos animais. “Fiz veterinária por gostar de bicho e quere ajudar”, diz Bárbara, Daniela completa, “ eu também, é pela verdadeira paixão pelos animais”.

Para as veterinárias a parte mais difícil da profissão é perder pacientes para a eutanásia, mesmo relutando bastante para realizar esse procedimento em alguns casos é a melhor solução para evitar o sofrimento maior do animal. “Isso para mim é o mais difícil e tento de tudo antes de fazer esse procedimento, mas às vezes, não há outra saída”, lamenta Bárbara.

“Prevenção é a melhor forma de tratamento”

A melhor parte do dia a dia das veterinárias é quando conseguem reverter casos graves e salvar bichinhos que estavam bem afetados pelas doenças. “Tivemos o caso de um gato que estava com Felvi e Fiv, doenças virais de difícil tratamento, sem cura, hoje, o animal segue tomando medicação e tem ótima qualidade de vida”, comemora Daniela.

Um caso triste citado por Bárbara é o da cachorrinha Pagu, ela foi adotada com cerca de um mês de vida, estava em um carro abandonado em condições precárias. Desde que foi encontrada Pagu tinha pequenas ‘casquinhas’ na Pele, fora isso, era um filhote normal que brincava e se alimentava muito bem. Aos cinco meses, pouco depois de tomar a vacina, a cachorrinha começou a ter convulsões, as veterinárias descobriram que a filhote estava com cinomose, doença sem cura, de difícil tratamento. O problema da pele já era sintoma da enfermidade. Após duas semanas lutando contra o ‘vírus mortal’, Pagu faleceu.

Para evitar que os cães e gatos tenham uma boa qualidade de vida, as veterinárias aconselham os donos a levarem os animais ao veterinário, mesmo não estando doente. “Prevenção é a melhor forma de tratamento”, diz Bárbara, Daniela completa, “antes da pessoa adotar um animal é preciso que ela esteja ciente de que ele precisa de cuidados veterinários, é sempre bom vir ao menos três vezes ao ano para fazer revisão e ter certeza de que o cão ou gato está realmente bem”, diz.

As veterinárias ainda salientam que costumam fazer atendimentos a baixo custo para cães adotados, ou para pessoas que realmente não tenham condições de pagar a consulta naquele momento. “A da Feira de adoção da AIMPA – Associação Imbeense de Proteção aos Animais acontece ao lado da clínica, logo após adotarem os bichinhos, os novos donos geralmente vêm aqui para fazer uma consulta, ver como está o animal, nós não deixamos de atender”. 

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