Sexta, 11 Setembro 2015 18:26

Servidores Estaduais seguem em greve

Muitos estudantes estão sem aula e Delegacia só registra casos graves

Os professores das escolas Estaduais de Tramandaí, juntamente com os policiais civis permanecem em greve. Inicialmente os educadores haviam decidido que as aulas retornariam na sexta-feira (4), mas como não houve negociação com o Governo Federal, o movimento foi mantido pelo menos até sexta-feira (11).

Os servidores públicos do Estado tiveram o salário parcelado novamente este mês, dessa vez, receberam apenas R$600, o restante foi parcelado em quatro vezes, sendo que a segunda parcela de R$800 será depositada no dia 11 de setembro, a terceira parcela de R$ 1400 acontecerá no dia 15 do mesmo mês, e o último depósito acontece no dia 22, para quem recebe a cima de R$2.800.

Desde o primeiro parcelamento, os servidores de todo Estado estão realizando atos, diálogos com a comunidade, paralisações e greve. Em Tramandaí muitos professores aderiram ao movimento e os alunos estão sem aula.  Em um primeiro momento os educadores haviam decidido que voltariam ao trabalho na sexta-feira (4), mas após debate em Assembléia mais de 15 mil professores optaram por seguir com a greve pelo menos até sexta-feira (11), já que não houve nenhum avanço nas negociações com o Governo Federal.

A Delegacia de Polícia segue registrando somente casos graves de atentado contra a vida, a orientação é que a população registre as demais ocorrências na Delegacia de Polícia Online. De acordo com o delegado Paulo Perez, somente os casos de homicídio, latrocínio, estupro e atentados contra a vida estão sendo investigados.

Além do parcelamento de salário, os servidores também pedem melhores condições de trabalho e que os projetos de Lei como o PL 303 que mexe na aposentadoria dos servidores e a PL 206 que impossibilita reajuste de salários nos próximos dez anos, não sejam aprovados.

A justificava do Governo Federal para o parcelamento de salários e também para pressão por aprovação nos projetos que prejudicam o funcionalismo público é que o Rio Grande do Sul não tem dinheiro. “O remédio é amargo mas o Estado está na UTI”, disse o governador José Ivo Sartori em entrevista coletiva, referindo-se as medidas ‘enérgicas’ que estão sendo tomadas, entre elas, o aumento do ICMS, que se aprovado na Assembléia resultará em aumento no valor da conta da luz, na gasolina, telefone, refrigerantes, cerveja, entre outros.

Já os servidores públicos como o representante do Cpers, professor Marcio Motta, sugere que o Governo acabe com as isenções fiscais que somam cerca de R$15 bilhões e fiscalize a sonegação de impostos das grandes empresas que já chega a R$7 bilhões. “Com esse dinheiro daria para pagar os servidores e investir no Estado sem atacar os trabalhadores”, diz. 

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