Sexta, 18 Setembro 2015 16:50

Parceria entre comunidade e escola rende bons frutos

Estudantes, moradores e professores fizeram terreno tomado por lixo se transformar em uma horta comunitária

Os estudantes e professores da Escola Nossa Senhora Aparecida em parceria com a comunidade fizeram uma horta comunitária, na disciplina de Seminário Integrado. A ideia que surgiu dentro da sala de aula, ganhou as ruas e hoje já é conhecida no Estado, através da Mep – Mostra das Escolas de Educação Profissional, Ensino Médio que aconteceu recentemente.

“Foi um grande desafio fazer adolescentes que estão sempre ‘vidrados’ nos celulares, largarem a tecnologia um pouco e se dedicarem a ‘mexer na terra’”

A ideia de fazer uma horta comunitária surgiu na disciplina de Seminário Integrado orientada pela professora, Viviane Kohrausch Castilhos no ano passado. Naquele momento, os alunos do 2º ano do Ensino Médio se dividiram em grupos e formularam projetos teóricos, entre eles, um foi escolhido para ser posto em prática este ano: a Horta Comunitária. A ideia foi da aluna Dhiuliane Souza Pereira, ela observou um terreno tomado de lixo próximo à escola, e acreditou que naquele espaço poderia ser construída uma horta, e o que parecia impossível, com a ajuda da comunidade tornou-se uma realidade. O pai de Dhiuliane, Gildomar Lemos Pereira, ‘abraçou’ a ideia, ajudou a adquirir os materiais, a realizar a limpeza do terreno,  a confeccionar as mudas e fazer os canteiros. Outros pais da comunidade se envolveram na atividade doando mudas e auxiliando os filhos no que fosse necessário.

 A professora Viviane salienta que foi muito difícil no início motivar os estudantes a se ‘doarem’ pela ideia, mas ao serem chamados a participar da Mep em POA, e depois vendo o fruto do trabalho nas mãos, os alunos, se empolgaram e viram que tudo valeu apena. “Foi um grande desafio fazer adolescentes que estão sempre ‘vidrados’ nos celulares, largarem a tecnologia um pouco e se dedicarem a ‘mexer na terra’. Nesse sentido a ajuda da comunidade foi muito importante também, porque os alunos viam o Gildomar empolgado trabalhando e acabavam se animando. Hoje, todos eles olham com orgulho para o trabalho realizado”.

Gildomar salienta que a pior tarefa foi a limpeza do terreno, “os estudantes chegavam lá bem desanimados, pois é um trabalho muito demorado, levou cerca de dois meses para retirar todo o lixo e mato. Muitas vezes a área estava limpa num dia, e no seguinte chovia e tínhamos trabalho redobrado, mas tudo valeu apena”.

“Nossa, foi muito bom, senti orgulho do meu trabalho sabe, ver que a verdura que estava no meu prato fui eu que plantei é uma sensação sem explicação”

A idealizadora do projeto Dhiuliane, diz que o momento mais ‘mágico’ de toda atividade foi quando as primeiras verduras foram colhidas pelos estudantes. “Nossa, foi muito bom, senti orgulho do meu trabalho sabe, ver que a verdura que estava no meu prato fui eu que plantei é uma sensação sem explicação”, comemora.

Viviane explica que as primeiras verduras colhidas foram dadas para os estudantes que participaram da atividade e o restante foi doado à comunidade. “Foi emocionante ver tanta gente saindo satisfeita, com sacolas cheias de alimentos fresquinhos que foram cultivados em um terreno onde antes só havia lixo”, salienta.

A Emater também foi chamada para auxiliar no projeto, fazendo análise do solo e explicando para os estudantes como este trabalho é feito. O terreno em que a horta foi construída pertence à Administração Municipal que auxiliou o projeto, através da Secretaria de Obras, colaborando com a limpeza do local. Além da colheita dos frutos, a outra ‘recompensa’ dos estudantes foi terem sido convidados a participar da Mep, que foi realizada em agosto deste ano, dos 78 projetos inscritos, apenas 24 foram selecionados e a Horta Comunitária foi um deles. Na competição, os alunos conquistaram o quarto lugar.

A turma de Dhiulina já está no 3º ano do Ensino Médio e por isso os adolescentes deixarão a Escola no final de 2015, para que a horta siga na comunidade a ideia de Viviane é que os alunos que entrarão no 2º ano continuem o trabalho iniciado em 2014, e levem esse ‘sonho’ adiante. 

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