Trabalho é premiado como melhor projeto do RS e recebe menção honrosa da Unesco
Sexta, 01 Abril 2016 11:52

Trabalho é premiado como melhor projeto do RS e recebe menção honrosa da Unesco

Estudantes do IFRS - Campus Osório também receberam o primeiro lugar na área de 'Ciências Exatas e da Terra' e credenciamento para participar Intel ISEF, maior feira de ciências e engenharia pré-universitária do mundo, realizada nos Estados Unidos

 

 

O trabalho 'Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos', desenvolvido pelos estudantes Maria Eduarda Santos de Almeida e João Vitor Kingeski Ferri, do 4° ano do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Osório, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), obteve diversos reconhecimentos e prêmios na 14° Feira Brasileira de Ciências e Engenharia - Febrace - realizada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), de 14 a 18 de março de 2016.

“Será uma honra e um grande orgulho representar o IFRS e o Campus Osório pelo segundo ano consecutivo na Intel ISEF, feira que reúne cerca de 1600 estudantes de 70 nações do mundo, e que tem como avaliadores especialistas internacionais, entre os quais prêmios Nobel”

A pesquisa recebeu o primeiro lugar na área de 'Ciências Exatas e da Terra', o prêmio 'Destaque nas Unidades da Federação', que o definiu como o melhor projeto do Estado do Rio Grande do Sul, frente a 35 trabalhos presentes na feira, a 'Menção Honrosa de Ciência e Tecnologia' da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), duas bolsas do CNPq no valor total de R$ 1200,00 cada, e o 'Prêmio Intel ISEF', que garante credenciamento, com passagens e hospedagens, para a Intel ISEF (International Science and Engineering Fair) - maior feira de ciências e engenharia pré-universitária do mundo - realizada em Phoenix, no estado do Arizona, de 8 a 13 de maio de 2016. Antes, os alunos participam de um workshop, previsto para ocorrer de 4 a 6 de maio, na Intel do Brasil, em São Paulo.

“Será uma honra e um grande orgulho representar o IFRS e o Campus Osório pelo segundo ano consecutivo na Intel ISEF, feira que reúne cerca de 1600 estudantes de 70 nações do mundo, e que tem como avaliadores especialistas internacionais, entre os quais prêmios Nobel” - destaca Flávia Twardowski, docente orientadora do projeto, que no ano passado esteve na feira com estudante Alessandro Hippler Roque apresentando o projeto 'Reaproveitamento de subprodutos agroindustriais no desenvolvimento de produto enriquecido com fibras para celíacos'.

Flávia também foi agraciada no evento com o 'Prêmio de Incentivo ao Professor FETEC - MS', da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul, destinado ao docente por promover a divulgação de boas práticas de orientação para atividades científicas na Educação Básica. Com isso, recebe passagem aérea e hospedagem para atuar como avaliadora na feira concedente do reconhecimento, que é realizada em Campo Grande, no Campus da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, no mês de outubro.

O projeto transforma os resíduos do fruto da palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius), colaborando para a preservação ambiental e gerando impactos econômicos e sociais positivos para as famílias que moram junto a área de Mata Atlântica, no litoral Norte do Rio Grande do Sul, e atuam na extração do fruto conhecido por 'açaí da Mata Atlântica' como alternativa de renda frente a proibição do corte de palmito por conta da ameaça de extinção da espécie.

A grande quantidade de resíduo resultante do beneficiamento (83% do fruto) e, consequente acúmulo de lixo orgânico, provoca inúmeros impactos ambientais, entre os quais a contaminação do solo e da água e a emissão de gases de efeito estufa. A pesquisa, ao propor o aproveitamento integral do fruto, indica que da casca seja feita uma farinha para complementação em produtos de panificação, e do caroço, correspondente a 95% do resíduo, carvão ativado para aplicação na filtragem da água da população da zona rural da região, que não conta com serviços de tratamento de água e esgoto.

A farinha resultante da casca é rica em fibras e com alto poder de proteínas. E o carvão desenvolvido apresentou bom desempenho em testes de turbidez na água, adsorção de ferro e manganês, além de ser 85% mais barato do que produtos similares encontrados no mercado.

No próximo mês, o projeto será apresentado nos Estados Unidos, na I-SWEEEP, evento científico que acontece em Houston, Estado do Texas, de 26 de abril a 1º de maio. O credenciamento foi obtido na Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia - Mostratec, realizada em outubro de 2015, em Novo Hamburgo/RS.

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