Sexta, 22 Abril 2016 17:29

Moradores reclamam de buracos e alagamentos na rua Eugênio Fernandes Neto

 

Secretário de Obras garante que problema será resolvido em breve

 

A rua Eugênio Fernandes Neto, localizada no bairro Parque dos Presidentes em Tramandaí apresenta diversos problemas estruturais, entre eles, está os buracos na via pública, os alagamentos constantes e ainda famílias que não possuem luz elétrica e água potável.

“Esses dias uma guria caiu de moto por causa desses buracos, aqui passa ônibus, bastante carro, pode acontecer um acidente mais grave”

O morador Luiz Ramos, vive há 9 anos na rua Eugênio Fernandes esquina  com a rua São Marcos, de acordo com ele, a situação da via pública começou a se agravar há quatro anos, e o principal problema do local são os buracos. “Esses dias uma guria caiu de moto por causa desses buracos, aqui passa ônibus, bastante carro, pode acontecer um acidente mais grave”, alerta o morador.

Outro problema são os alagamentos, após o término da chuva, a água parada leva cerca de dois dias para baixar. “Sempre que chove eu tenho que levar minha mulher para o trabalho de carro, porque não tem como passar a pé ou de moto, em função da quantidade de água. Aqui todo mundo é trabalhador só queremos andar na rua com tranquilidade”.

“A gente não tem condições de ficar gastando para arrumar a rua, um dinheirinho que poderia ser investido na nossa própria casa. Esses dias gastei R$50 para por umas pedras quebradas aqui na frente para o ônibus escolar conseguir estacionar”

O casal Miriam Luiza Lopes dos Santos, 23 anos e Everton Santos, 22, moram há seis anos na última casa da rua Eugênio Fernandes Neto, com a filha de cinco anos. Praticamente na varada da família há um valão, que enche e alaga a via pública toda a vez que chove. Na casa de Mariam e Santos ainda não há luz elétrica ou água potável. Ambos são trabalhadores ele trabalha como gari, e ela atua na mesma empresa, mas fazendo a coleta seletiva. O dinheiro que ganham ‘correndo atrás do caminhão’, muitas vezes precisa ser usado para fazer a manutenção da rua, o que causa indignação em Santos. “A gente não tem condições de ficar gastando para arrumar a rua, um dinheirinho que poderia ser investido na nossa própria casa. Esses dias gastei R$50 para por umas pedras quebradas aqui na frente para o ônibus escolar conseguir estacionar”, lamenta Santos.

Miriam complementa dizendo que os buracos e o valão o qual transborda sempre que chove são um “grande problema”, mas afirma que mais do que ver a rua arrumada, a ansiedade é ainda maior para poder ir em uma casa lotérica e para pagar a conta de luz e água. “Tudo que queremos é pagar os nossos impostos, e ter uma vida mais digna”.

A mesma situação vive Catiele Azevedo de Camargo, 24 anos, ela tem quatro filhos de 6 meses, 3, 8 e 10 anos. Há 6, ela mora na rua Eugênio  Fernandes Neto. “É horrível levar as crianças para escola quando chove, ir no médico ou sair para qualquer lugar. São muitos buracos e a rua alaga toda. Ninguém vem aqui nem amenizar o problema”,

reclama.

“Essa semana deve ser assinado o contrato para fazer a repavimentação de calçamento da rua Eugênio Fernandes Neto e outras do Parque dos Presidentes”

De acordo com o secretário de Obras e Limpeza Urbana, Antônio Rodrigues, “essa semana deve ser assinado o contrato para fazer a repavimentação de calçamento da rua Eugênio Fernandes Neto e outras do Parque dos Presidentes”, com isso o secretário garante que o problema dos buracos serão resolvidos e os alagamentos irão diminuir drasticamente. Quanto ao valão, Rodrigues afirma que se trata de um valo natural, que não pode ser fechado no momento, pois isso provocaria situações de alagamentos em outras vinte ruas do Município. “Sabemos que existe a vontade dos moradores para que a gente feche o valo natural, mas isso vai causar um transtorno muito maior”.

Em relação às famílias que ainda não possuem água potável e energia elétrica o secretário informa que o processo de regulamentação fundiária já está em andamento, este tem quatro etapas e três já foram cumpridas. “Em breve nós poderemos autorizar a Corsan e a CEEE a fazer a ligação de água e luz para essas famílias, o processo está no poder Judiciário e tem sido feitas diversas audiências com a comunidade”, diz o secretário. 

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