Sexta, 13 Maio 2016 17:25

Mais de 70 famílias do Balneário Albatroz vivem doentes por beber água não tratada

 

Solução deve chegar em cerca de um mês

 

Mais de 70 famílias do Balneário Albatroz em Imbé há pelo menos cinco anos não tem acesso à água potável, por isso, os moradores relatam que constantemente apresentam sintomas de diarréia, vômitos enjôos e cólicas intestinais. A maior preocupação é com as cerca de 120 crianças que moram nas ruas Sapoti, Uguinho, Travessa 1, Travessa 2, T, U e V, nesses locais a água é de poço e possui odor e sabor desagradáveis.

“Eu tenho medo de beber essa água e de dar para as crianças, mas somos obrigados a tomar, afinal, água é vida”

A dona de casa, Kelly Lopes , mora há cinco anos em Albatroz, ela tem três filhos de 3 meses, 1 ano e dez meses e 10 anos, as crianças constantemente estão com diarréia e dor de barriga, e a mãe acredita que os sintomas sejam em função da água, por isso, ela organizou uma baixo assinado que em poucos dias reuniu mais de 50 assinaturas pedindo para que a Corsan – Companhia Riograndense de Saneamento, coloque água encanada nas ruas do balneário Albatroz em que o serviço não está disponível, o documento foi entregue na Companhia nesse verão, mas até agora nenhuma resposta foi dada à comunidade. “Eu tenho medo de beber essa água e de dar para as crianças, mas somos obrigados a tomar, afinal, água é vida”, diz a moradora.

A área em que não existe disponibilidade de água potável foi classificada no último Plano Diretor, como zona ZEIS – Zonas Especiais de Interesse Social, ou seja, onde residem famílias em vulnerabilidade social, essa é mais uma prova de que essas pessoas realmente não possuem recursos financeiros para comprar água potável todos os dias.

O morador Ademar Voltz mora há quatro anos no Balneário Albatroz, ele trabalha durante o dia como pedreiro e a noite é vigilante. Mesmo sabendo que está muito difícil conseguir emprego, na última quinta-feira (5), Voltz não pode ir trabalhar porque estava com forte diarréia, dor no estômago e cólicas intestinais. “Volta e meia eu fico doente e sei que é por causa dessa água. Hoje, estou mal, fiquei na cama o dia inteiro, e isso acontece com frequência”, diz o trabalhador.

“A água é de péssima qualidade, é suja com cheiro de podre, mal conseguimos cheirar, imagina beber essa água, por isso, eu e praticamente todos os moradores sempre estamos doentes, alguma coisa precisa ser feita”

Jailson Coelho dos Santos, mora há 2 anos e meio no balneário, ele atua como um dos líderes comunitários da localidade e está muito preocupado com a situação. “A água é de péssima qualidade, é suja com cheiro de podre, mal conseguimos cheirar, imagina beber essa água, por isso, eu e praticamente todos os moradores sempre estamos doentes, alguma coisa precisa ser feita”.

O ex-prefeito Darci Dias, solícito com a situação, entrou no dia 21 de dezembro de 2015 com um pedido ao diretório da Corsan para que instalasse água potável nas ruas citadas na reportagem, e como não houve resposta ele refez o pedido no dia 8 de março de 2016, mais uma vez não houve qualquer manifestação por parte da Corsan. Dessa forma, Dias ingressou com um pedido no Ministério Público na última quarta-feira (4/5) pedindo que as famílias possam ter acesso a água potável.

De acordo com o Chefe de Unidade da Corsan de Imbé, Everaldo Santos, segundo a Lei 6766/ de 19/12/1979, o proprietário do loteamento é que tem a obrigação de providenciar a instalação para que a Companhia leve água potável para as famílias. No entanto, cientes de que o local não possui mais um proprietário e trata-se de uma área ZEIS, a Corsan já providenciou o projeto que foi passado para a sede em Porto Alegre que dará a autorização para que a Corsan doe dentro de um mês os canos necessários para fazerem a rede de encanamento que levará água tratada para as famílias. Segundo a secretária de Planejamento Habitação e Regularização Fundiária, a Prefeitura acabou de realizar a regularização da Nova Nordeste e ainda este ano iniciará a regularização fundiária do balneário Albatroz, que deve ser finalizada até 2017. Ela garante ainda que a Administração Municipal irá auxiliar a Corsan cedendo o maquinário para a instalação da canalização, sendo assim, em junho devem iniciar as obra que darão aos moradores do Balneário Albatroz, acesso tratado ao líquido mais precioso para a manutenção da vida: a água. 

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