Sexta, 20 Maio 2016 17:29

Estudantes do IFRS - Campus Osório são destaque em eventos científicos nos EUA

 

 

Projeto de pesquisa foi reconhecido como um dos três melhores das Américas em Inovação Social pelo OEA e conquistou o 4º lugar na categoria Engenharia Ambiental durante a Intel ISEF, realizada em Phoenix. Na I-SWEEEP, em Houston, recebeu medalha de bronze na categoria Engenharia.

 

Se conhecimento pagasse excesso de bagagem, teria saído caro o desembarque dos estudantes Maria Eduarda Santos de Almeida e João Vitor Kingeski Ferri, do 4° ano do curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Osório, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Acompanhados da professora-orientadora Flávia Twardowski, a dupla aterrissou em solo gaúcho no último sábado, dia 14 de maio de 2016, depois apresentara pesquisa 'Palmeira Juçara: aproveitamento integral do fruto como alternativa de preservação ambiental e promoção de impactos econômicos e sociais positivos' em dois eventos científicos nos Estados Unidos.

Muitos reconhecimentos vieram dentro da mala, mas a maior conquista não pode ser vista nas fotos postadas nas redes sociais: "Foi uma experiência incrível e inesquecível. Nada vai se comparar ao aprendizado e a troca de conhecimentos que tivemos. O contato com pessoas ilustres, como os Nobel de medicina e de química, foi algo que jamais havia imaginado. E a convivência com diversas culturas é algo emocionante. Sem dúvida somos pessoas diferentes depois de passar por essa experiência" - ressalta  João Vitor.

Foram dois eventos em 18 dias. Na I-Sweeep, realizada em Houston, de 26 de abril a 1º de maio de 2016, os jovens pesquisadores conquistaram medalha de bronze na categoria Engenharia. De 8 a 13 de maio, na Intel Isef, sediada em Phoenix, que reúne anualmente cerca de 1,7 mil estudantes de 77 nações do mundo, a dupla foi destaque entre os três melhores trabalhos das Américas em Inovação Social - premiação concedida pela Organização dos Estados Americanos (OEA) por ser um “projeto de alto impacto em tecnologia e engenharia e ter grande contribuição para a redução da desigualdade e da pobreza da sua região”. Além disso, obteve o 4º lugar na categoria Engenharia Ambiental. No intervalo de um evento e outro, os estudantes e a orientadora participaram de um workshop na Intel do Brasil, em São Paulo, junto à delegação que representou o Brasil.

A comemoração da primeira conquista foi em 30 de abril, na cerimônia de encerramento da I-SWEEEP - maior feira mundial de sustentabilidade voltada para questões relacionadas à energia, engenharia e meio ambiente, onde o projeto do Campus Osório era o único representante do Estado no evento, com credenciamento obtido em 2015 na 30ª Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia - Mostratec -, realizada em Novo Hamburgo/RS.

Já na Intel Isef, maior feira de ciências e engenharia pré-universitária do mundo, foram dois momentos de euforia: na tarde de 12 de maio, na Premiação OEA-Intel, que reconheceu os projetos e estudantes de destaque das Américas, e na Cerimônia dos Grande Prêmios, realizada no fechamento do evento, quando são anunciadas as classificações dos projetos por categoria.

A delegação brasileira conquistou 19 prêmios no total, sendo o 4º país mais laureado, atrás apenas dos EUA, Canadá e Taiwan. O principal reconhecimento da feira foi para um IF, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - Campus Aquidauana, com a pesquisa do estudante Luiz Fernando da Silva Borges. Além do projeto do Campus Osório, mais quatro trabalhos do RS participaram da feira, de escolas de Novo Hamburgo e Esteio, e três deles foram premiados.

 

Sobre a pesquisa

O projeto transforma os resíduos do fruto da palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius), espécie ameaçada de extinção pelo corte do ilegal do palmito. Colabora para a preservação ambiental e gerando impactos econômicos e sociais positivos para as famílias que moram junto à área de Mata Atlântica, no litoral Norte do RS, e atuam na extração do fruto conhecido como 'açaí da Mata Atlântica'.

"A grande quantidade de resíduo resultante do beneficiamento (81% do fruto) e, consequente acúmulo de lixo orgânico, provoca inúmeros impactos ambientais, entre os quais a contaminação do solo e da água e a emissão de gases de efeito estufa. A pesquisa propõe que da casca seja feita uma farinha para complementação em produtos de panificação, e do caroço, que correspondente a 95% do resíduo, carvão ativado para aplicação na filtragem da água de poço da população da zona rural da região, que não conta com serviços de tratamento de água e esgoto" - explica a jovem cientista Maria Eduarda.

A farinha resultante da casca é rica em fibras e com alto teor de proteínas. O carvão ativado desenvolvido apresentou excelente desempenho, reduzindo a turbidez e a concentração de ferro e manganês - substâncias que, quando ingeridas, causam doenças nos rins, fígado e coração. Além disso, é 85% mais barato do que produtos similares encontrados no mercado para a filtragem da água.

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