Sexta, 20 Maio 2016 17:52

‘Festas Sociais’ voltam a ser ‘palco’ de crimes violentos

 

Armas e drogas fazem parte da maioria dos eventos

 

O que ‘nasceu’ como um motivo para reunir os amigos em um ambiente descontraído acabou se tornando em uma das maiores causas de homicídios na região. As chamadas ‘Festas Sociais’ são organizadas pela internet através do Facebook, no local não há regularização ou fiscalização, por isso, o consumo de drogas e uso de armas costuma ser algo normal, essa perigosa combinação tem causado tragédias que destroem famílias.

“Temos o uso de drogas, de armas nesses locais, já tivemos nos últimos meses três homicídios nessas festas, além de crimes menores, é preciso que haja regulamentação”

As ‘Festas Sociais’ são diferentes das reuniões de amigos que costumavam acontecer nas casas dos adolescentes. Nessa nova modalidade de festa, pessoas desconhecidas são convidadas através de eventos públicos na Rede Social Facebook para ir até uma casa. No local, é cobrado algum tipo de ingresso que difere em cada oportunidade, geralmente as pessoas levam comida, bebida, ou dinheiro. Não há fiscalização para saber se há consumo de drogas ilícitas ou de álcool por menores, não existe nenhuma precaução para saber se as pessoas estão entrando armadas e também não há nenhum controle sobre o número de convidados. A mistura drogas e armas tem sido fatal.

“O ideal seria que ninguém fosse nessas festas, mas as pessoas continuam freqüentando, então é preciso que haja alguma fiscalização da Prefeitura e dos Bombeiros, pois é cobrado algum tipo de ingresso para os freqüentadores”

O Jornal Dimensão mostrou essa realidade em dezembro do ano passado. Na oportunidade, haviam acontecido três homicídios de setembro a dezembro nesse tipo de festa. No verão, com a diversidade de opção de divertimento as ‘Sociais’ tiveram uma significativa queda, no entanto, com o final da temporada voltaram a acontecer e somente nesse outono já houve três crimes graves envolvendo os eventos.

De acordo com o delegado, Paulo Perez, esse tipo de festa precisa de algum tipo de controle do poder público e fiscalização. “Temos o uso de drogas, de armas nesses locais, já tivemos nos últimos meses três homicídios nessas festas, além de crimes menores, é preciso que haja regulamentação”, diz.

O delegado aconselha as pessoas a não freqüentarem esse ambiente, pois não há segurança. “O ideal seria que ninguém fosse nessas festas, mas as pessoas continuam freqüentando, então é preciso que haja alguma fiscalização da Prefeitura e dos Bombeiros, pois é cobrado algum tipo de ingresso para os freqüentadores”, diz Perez.

Somente na semana passada, houve dois crimes graves envolvendo ‘festa sociais’, um jovem de treze anos foi atingido por um tiro na cabeça em um evento e está em coma. O resultado de uma briga em uma ‘social’ também acabou com a vida de um pai de família que estava em casa dormindo, mas teve a casa invadida por freqüentadores da festa e acabou sendo espancado até a morte.

O delegado ressalta ainda que as ‘sociais’ não têm um local específico para acontecer, sendo realizadas em diferentes bairros da cidade, e entre os freqüentadores há, inclusive, foragidos da justiça. 

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