Sexta, 27 Maio 2016 18:17

Veja a importância do SUS no Dia Nacional do Serviço de Saúde

 

Brasileiro que viveu no Japão diz que se sentiu falta do SUS

 

Na sexta-feira (27) é comemorado o Dia Nacional do Serviço de Saúde, a data faz referência ao nascimento do médico João Severiano da Fonseca em 1836 que ajudou a combater a cólera e esteve sempre pronto a desenvolver a profissão mesmo em situações extremas. Apesar de ser alvo de muitas críticas o SUS – Sistema Único de Saúde salva milhares de vidas diariamente de forma gratuita, sendo que em outros países, com a privatização deste sistema é preciso pagar para receber qualquer atendimento.

No SUS é possível receber atendimento gratuito para praticamente todas especialidades, o Sistema ainda disponibiliza exames, remédios, internações e cirurgias. A demora para o atendimento é a principal reclamação dos pacientes, ainda assim, comparado a outros países é possível dizer que no Sistema de Saúde Pública brasileiro, o ser humano vem em primeiro lugar, e não o dinheiro.

“Para a minha surpresa quando cheguei ao Hospital nenhum médico havia encostado no meu menino, ele estava sentado esperando o depósito em dinheiro para que pudesse ser atendido, pois no Japão não existe hospital Público”

Prova disso, é o depoimento do técnico em informática Fernando Fragoso, ele foi para o Japão pensando em juntar dinheiro e retornar a terra natal, no entanto, assim que chegou ao país estrangeiro já sentiu a diferença. “Eu estava trabalhando na fábrica, havia acabado de chegar ao Japão quando me ligaram da escola do meu filho de 11 anos, dizendo que ele estava em um Hospital com o braço fraturado em dois lugares. Havia se machucado na escola, o que é normal”, diz Fragoso, que respira e continua o relato, “mas, para a minha surpresa quando cheguei ao Hospital nenhum médico havia encostado no meu menino, ele estava sentado esperando o depósito em dinheiro para que pudesse ser atendido, pois no Japão não existe hospital Público. Eu não tinha o dinheiro, que daria cerca de R$2 mil, ainda não tinha recebido, a sorte foi que um homem também brasileiro viu a situação e me ofereceu ajuda, disse para eu ficar tranqüilo, foi no banco sacou o dinheiro e pagou a consulta, me deixando apenas um cartão com o seu telefone, assim que recebi eu acertei com ele”.

“No Japão, o Hospital funciona como uma loja, se tu tens dinheiro tu leva o produto que é o atendimento médico, se não tem, volta para casa. Tudo gira em torno do dinheiro, não em torno das pessoas”

Fragoso diz que há duas opções de planos de saúde no Japão ou a pessoa é descontada pela Prefeitura ou diretamente no local de trabalho. A forma mais barata é pela Prefeitura e custa em torno de R$600 ao mês. “Esse plano da direito a tudo, remédios, internação, consultas, tudo extremamente rápido com equipamentos sofisticados e toda atenção dos profissionais, mas é preciso ter dinheiro quem não tem, não é atendido”.

O técnico ainda complementa, “No Japão, o Hospital funciona como uma loja, se tu tens dinheiro tu leva o produto que é o atendimento médico, se não tem, volta para casa. Tudo gira em torno do dinheiro, não em torno das pessoas”, revela.

“Ás vezes a pessoa só vai ter noção do que é SUS quando sair do Brasil, eu digo que é um sistema razoável pela gratuidade, claro se eu tivesse no Japão receberia o meu diagnóstico em dez minutos, mas a diferença que eu estaria pagando caro para isso, aqui é tudo de graça”

Fragoso relata ainda que recentemente precisou de atendimento médico, pois estava com uma forte dor na região do coração. Ele foi ao Posto 24 Horas em Tramandaí, e só saiu dali após saber o que estava errado. “O que eu posso dizer, bem perdi o dia inteiro, mas fiz três exames de sangue, me examinaram, deram os medicamentos e no final descobri que era uma dor muscular, e sim demorou, mas recebi tudo isso de graça”, diz o técnico que complementa, “às vezes a pessoa só vai ter noção do que é SUS quando sair do Brasil, eu digo que é um sistema razoável pela gratuidade, claro se eu tivesse no Japão receberia o meu diagnóstico em dez minutos, mas a diferença que eu estaria pagando caro para isso, aqui é tudo de graça”.

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