Sexta, 27 Maio 2016 18:18

Secretária da Zona Sul não realiza serviços básicos e preocupa comunidade

 

Moradores já cansaram de pedir providências para os administradores municipais

 

A Secretaria da Zona Sul vem deixando a desejar nos serviços básicos de atendimento para a população, a redução de custos com a perda de mais de 50 funcionários e a ausência de um secretário para a Pasta são alguns dos fatores que agravam os problemas enfrentados pela comunidade.

“Quando os problemas se agravam demais, nós reunimos um grupo de moradores e vamos diretamente na Secretaria porque não adianta ligar, ninguém atende. Mesmo ouvindo nossas reclamações dificilmente somos atendidos”

Falta de capina, buracos nas ruas, acúmulo de entulhos e água parada nos meios-fios são as principais reclamações citadas pelos moradores da Zona Sul. Andando pelas ruas dos balneários: Nova Tramandaí, Oásis e Jardim Atlântico é possível contar nos dedos os locais que estejam com os serviços básicos de manutenção em ordem.

Quando desejam entrar em contato com a Secretaria da Zona Sul, os moradores cansam de ligar e ninguém atender e precisam se dirigir pessoalmente até a Administração Municipal. É o que conta a tesoureira da Associação de Moradores de Nova Tramandaí, Marlei Teresinha da Rosa. “Quando os problemas se agravam demais, nós reunimos um grupo de moradores e vamos diretamente na Secretaria porque não adianta ligar, ninguém atende. Mesmo ouvindo nossas reclamações dificilmente somos atendidos”, lamenta a moradora.

Marlei diz ainda que o principal problema na rua em que mora a Guanabarra esquina com a Rio Grande do Sul é a falta de capina, pois a água parada acaba ficando acumulada no meio fio causando mau cheiro, proliferação de mosquitos e dificultando a vida da comunidade. “As pessoas vem visitar a cidade e perguntam: - Vocês não tem uma prefeitura, não pagam os impostos? - Não é possível um balneário estar tão abandonado. E eu respondo, - Sim pagamos os nossos impostos, mas não vemos eles serem revertidos nem nos serviços básicos, esse ano ainda não passaram aqui nem para cortar a grama”, reclama.

“Não adianta nada pedir, eles não vem aqui nem fazer os serviços básicos de capina”

E esse não é um problema isolado da rua Guanabarra, a rua Rio Grade do Norte, a rua Piaui e a rua Paraná são exemplos de locais que não estão recebendo atenção da Administração Municipal. O morador Valcir Ávila reside na rua Piaui e diz que já foi quatro vezes até a Secretaria da Zona Sul este ano para que cortassem a grama da sua rua e até agora nada foi feito. “Não adianta nada pedir, eles não vem aqui nem fazer os serviços básicos de capina”.

Se em Nova Tramandaí a Administração Municipal tem deixado a desejar, em Oásis os problemas são semelhantes, há muitas ruas que precisam de capina e limpeza, é o caso da rua Ivo Schneider. O morador Valdomiro Correa Lovato diz que os próprios moradores se organizam para fazer a capina e tentar limpar as ruas, no entanto, em Oásis em todas as cidades há aquelas pessoas que jogam os entulhos nas calçadas e terrenos baldios o que estraga ainda mais o aspecto visual do balneário. “A prefeitura não limpa, e o povo é mal educado, joga lixo em qualquer lugar, o resultado é esse que estamos vendo, um balneário que parece abandonado”.

No Jardim Atlântico, as ruas são diferentes, mas os problemas são os mesmos, lixo nas esquinas, buracos, água parada e principalmente falta de capina. É o que conta a moradora Joana Pacheco, “eu não preciso falar nada, as ruas falam por si, é muito descaso com a Zona Sul, não adianta nada reclamar, não temos nem secretário mais”.

Na semana passada a Equipe do Jornal Dimensão ligou para secretaria da Zona Sul por três dias consecutivos de segunda-feira (16) e quarta-feira (18) e ninguém atendeu ao telefone. Na quinta-feira (19) fomos até a Secretaria, e como a Pasta não tem um secretário nomeado, pedirmos para falar com o Chefe de Gabinete, Valdir Borges, que não estava no local, mas nos atendeu pelo telefone celular.

“Peço desculpas para a população e garanto que estamos fazendo todo o possível com os três operários e as duas máquinas que temos para trabalhar”

De acordo com Borges, devido a falta de repasses do Governo Estadual e Federal para a Saúde e Educação, e também pela redução no valor recebidos dos royaltys, a Administração Municipal precisou cortar gastos, e para diminuir as despesas 59 operários foram demitidos no final da temporada de verão, restando apenas seis para realizar os trabalhos, destes, três estão em licença saúde, dessa forma, apenas três pessoas estão na ativa. “Precisaríamos de no mínimo 60 funcionários para atender a demanda, hoje temos somente três atuando”, diz Borges.

Além disso, também faltam equipamentos como uma retroescavadeira para realizar a raspagem das ruas. Hoje a secretaria conta somente com uma bobiquete e uma pá carregadeira e com esses duas instrumentos, segundo o chefe de gabinete, está impossível de atender todos os pedidos da comunidade.

Borges ressalta também que desde março foram realizados os serviços básicos de capina na rua Parma entre a Feliciano Bernardes e a Roma, na rua Paraíba entre a Porto Alegre e Novo Hamburgo, e em parte das ruas Porto Alegre e Salvador, ainda assim ele admite que é muito pouco. “Peço desculpas para a população e garanto que estamos fazendo todo o possível com os três operários e as duas máquinas que temos para trabalhar”.

Sobre a dificuldade em atender ao telefone, o chefe de gabinete informa que a linha estava com problemas e já foi consertada.

Borges garante ainda que está conversando com o prefeito Edegar Rapaki para que a situação da Zona Sul seja repensada, uma das possibilidades é que seja contratada uma empresa terceirizada para executar os serviços básicos, mas até agora nada foi decidido. 

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