Quinta, 22 Janeiro 2015 17:56

Vigilância Sanitária nega atendimento a cães enforcados

Imbé - A sexta-feira (16) foi de terror para um casal de cães de Imbé, eles foram amarrados em um poste, na rua Sapiranga, com uma corda no pescoço para morrer, porém, graças a boa vontade da comunidade aliada aos esforços da AIMPA – Associação Imbeense de Proteção aos Animais, os cachorros se salvaram.
Uma moradora de Imbé que prefere não se identificar conta que estava passando pela rua Sapiranga quando encontrou os cães, já com a corda frouxa, porém, muito debilitados, sendo que a cachorrinha estava desmaiando. Apavorada, ela foi até a Vigilância Sanitária, localizada há uma quadra do local, onde os cães foram encontrados. Quando chegou à Vigilância, contou o ocorrido e pediu ajuda afirmando que os animais estavam muito mal, porém, os funcionários que estavam realizando os atendimentos disseram que não poderiam fazer nada e deram o telefone da AIMPA para a moradora.
Uma vez em contato com a Associação, a responsável Virna Alice Marciel, foi até o local prestou o primeiro atendimento aos animais e os levou para uma clínica particular, onde foram internados e estão em tratamento, não correndo mais risco de morte.
Segundo o veterinário da Vigilância Sanitária, Marcelo Meghini, este caso não chegou ao seu conhecimento, ele afirma que na sexta-feira realizou 6 atendimentos e provavelmente estava ocupado com outros cães quando a senhora foi até a Vigilância. De acordo com o veterinário, cerca de 50 atendimentos mensais em cães de rua em estado de sofrimento são realizados na Vigilância. Meghini afirma ainda que a orientação é que se a pessoa ver um animal precisando de atendimento que o traga na Vigilância Sanitária, em casos especiais, porém, quando não houver outra alternativa o veterinário pode ir até o local do fato. Sobre o caso dos cães asfixiados que não foram atendidos, Meghini acredita que o problema tenha sido de comunicação. “Talvez a senhora tenha se expressado mal, e os funcionários podem ter pensado que ela queria o recolhimento dos cães, e isso não nós não fizemos, pois não temos este espaço, apenas tratamos quando estão doentes e tentamos encaminhar para adoção. A orientação é que os cães sejam tratados aqui, pois sabemos também que a AIMPA está com lotação esgotada”, diz o veterinário.
Porém, a moradora diz que foi bem clara, e os funcionários se negaram a atender. “Eu pedi ajuda, disse que os bichinhos estavam na rua para morrer, que estavam há uma quadra dali e ninguém foi nem olhar o que tinham os animais”.
Lembrando que a AIMPA tem um convênio com a Prefeitura que fornece 24 dias de ração para cães adultos e paga quatro funcionários para auxiliarem na limpeza dos canis dos 390 animais da Associação, porém, a alimentação para os filhotes e o tratamento veterinário dos Animais da AIMPA são financiados por doações. O casal que foi salvo por Virna, está internado em uma clínica particular, por isso, toda ajuda é bem vida. Quem desejar ajudar pode entrar em contato pelo telefone (51) 9748-2679.
O agressor dos cães também não foi localizado, se alguém tiver qualquer informação sobre o ocorrido pode entrar em contato com o Jornal Dimensão, pelo telefone (51) 3684.3033, para que essa crueldade não fique impune.

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